Enfim, mestrando. Mas e agora?

Em minha infância, quando perguntado sobre o que queria ser quando crescesse, nunca titubeei: Cientista! — era a pronta resposta. Claro, inspirado no Franjinha, do Maurício de Sousa. Depois, já adolescente, passei os anos do ginásio em total esquecimento desse desejo, mas lendo diversos temas livremente, guiado por uma curiosidade rebelde, inocente e aleatória. Ficção, astronomia, teologia, arqueologia. Foi uma época intensa. Eu buscava afoitamente por uma vã erudição que eu julgava jamais me ter sido apresentada em casa. Li  Robinson Crusoé, Otelo, Moby Dick, Dom Casmurro, Memórias de um sargento de milícias, Homero. A Divina Comédia. Até Elifaz Lévi e Crowley. Tintim, Spawn, Palestina, Maus… Gombrich e tantos outros. Porém, quer fosse nos livros técnicos ou nos de ficção, passei a ter muito gosto pelas letras “PhD” precedendo diversos nomes de personagens, reais ou não. Incrível como três letrinhas unidas se tornaram uma meta, para um jovem com pais não-alfabetizados. Os anos se passaram, decidi primeiro trabalhar (muito) e voltar a estudar depois. 

Depois de mais de dez anos no mercado de publicidade, tendo trabalhado para Disney, Adidas, Havas, Cinemark, Emirates, Swarovski e muitas outras, abandonei a criação publicitária. Dei início aos passos da pesquisa, para quem sabe me tornar o cientista que queria ser. Troquei o Macintosh das agências por alguns livros, principalmente , o Como se faz uma tese, do Umberto Eco. Me submeti ao processo seletivo de mestrado em Linguística Aplicada, no LAEL, Programa da PUC-SP. E PASSEI

Ao me ver iniciando finalmente o mestrado, veio junto da alegria uma pergunta desafiadora, minha para comigo mesmo: E Agora?

A resposta era clara, eu precisava escrever um projeto de pesquisa. Troquei a felicidade imediata pela imersão, principalmente nos livros de metodologia. Troquei as séries ou passeios por mais livros e pesquisas no Google. Claro que os medos vieram, mas sem me imobilizar. E evidentemente, como nada se conquista sozinho. Pude concluir meu projeto, graças a grande ajuda de meu orientador, o Dr. (ou se preferir, PhD) Tony Berber Sardinha muitas outras conversas com egressos, alunos do Tony. Graças também a alguns questionamentos que já vinham se acumulando comigo, devido a rotina nas agências de comunicação.

Meu projeto é então fruto de um profundo amor pela História da Arte e de um compilado de perguntas. A HA serviu de fonte da pergunta e objetivo da minha pesquisa em Linguística Aplicada, mais precisamente na área da Linguística de Corpus. 

Deixo abaixo o projeto de pesquisa, em slides. É um esboço daquilo que estarei investigando pelos próximos anos. Aproveite a leitura e a jornada que continuará! 

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